
O Templo de Umbanda Santa Bárbara Omolokô, sob a liderança da Yalorixá Severina Bárbara e Babakekerê Ryan Oliveira, realizou entre os dias 08 e 10 de abril a “Barca de Ogans 2026”, dentro da celebração do Ajodun dos Ogans – A Grande Festa, um marco de fé, tradição e reconhecimento dentro da religião de matriz africana.
Com o tema “àwọn tí a tún bí láti inú ohun ìjìnlẹ̀” — “Os renascidos do mistério” —, o momento simbolizou o fortalecimento espiritual e a renovação dos ogans, figuras fundamentais nos rituais, responsáveis pela sustentação energética, musical e organizacional dos trabalhos no terreiro.
Durante a cerimônia, os ogans receberam suas faixas, representando funções e responsabilidades dentro da hierarquia religiosa:
André Neto (Sarapabé), Guilherme (Alagbê), Bruno (Assogbá), Oriel (Axogun), Celina (Ajoyè), Fernando (Alugbin), Francisco Gutemberg (Apokan) e Vitória (Nilú).
Também foram apresentados os nomes iniciáticos da Barca de Ogans 2026:
Dofono: Guilherme D’Ayra;
Dofonitinho: Celina D’Oyá;
Fomo: Bruno D’Yemanjá;
Fomotinho: Oriel D’Ogum;
Gamo: Vitória D’Oyá;
Gamotinho: André D’Oxóssi;
Vimo: Fernando D’Òṣàgiyán;
Muzenza: Berg D’Omolu.
O trabalho realizado destaca a importância dos ogans dentro da Umbanda e dos cultos afro-brasileiros, sendo eles pilares essenciais para a condução dos rituais, preservação das tradições e manutenção da harmonia espiritual do terreiro.
A Yalorixá Severina Bárbara é pioneira no Sertão Paraibano na realização desse tipo de trabalho, reafirmando seu compromisso com a valorização, organização e fortalecimento das práticas religiosas. Integrante da Federação dos Cultos Afro-Brasileiros da Paraíba, ela tem se destacado pela seriedade e inovação na condução dos rituais.
Outro ponto importante foi o reconhecimento formal dos ogans, que passaram a receber carteiras assinadas pela federação, garantindo visibilidade e legitimidade em todo o Brasil para suas funções dentro da religião.
A realização do Ajodun dos Ogans reforça a importância da fé, da tradição e da valorização dos saberes ancestrais, promovendo respeito, identidade e continuidade cultural no Sertão Paraibano.
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